Preservando o calor das habitações mesmo em tempos de crise

13 de Junho de 2016

Preservando o calor das habitações mesmo em tempos de crise

O Brasil é chamado de país tropical, mas tem clima diversificado devido a vários fatores. Na maior parte do ano, em quase todo o seu território, as temperaturas pouco variam e a população pode desfrutar das belas praias. Porém, nas regiões sul e sudeste, alguns estados apresentam temperaturas baixas, perto de zero grau célsius. É preciso muita criatividade para superar este frio, ainda mais em tempos de crises mundiais.

Assim como se cuida do corpo para superar as estações, as habitações também devem ser preparadas para cada tempo. O mais importante no inverno é encontrar alternativas para preservar o calor interno, ou seja, a temperatura ideal dentro dos ambientes. Existem maneiras simples de melhorar tanto a arquitetura quanto a decoração das casas para este fim. Porém, se a edificação for construída em áreas de temperaturas extremas, o ideal é se pensar desde o princípio, já no lançamento da proposta arquitetônica, nos seus sistemas de aquecimento e refrigeração.

Existem bons equipamentos no mercado para aquecer ou resfriar uma edificação, mas é importante priorizar pelos sistemas naturais, que economizam energia e recursos. A melhor resposta pode vir do bom posicionamento das portas e janelas. As aberturas não são somente elementos de estética das fachadas. O principal objetivo de haver vão abertos é permitir, adequadamente, a entrada de ventilação e luz natural. Os projetistas precisam levar em conta, sempre, a incidência solar e o sentido dos ventos.

Na lista de pequenas mudanças do lar, pode-se começar optando por tons de cores mais quentes para as paredes. O efeito psicológico das cores em relação à nossa percepção visual dos espaços é algo comprovado. Os elementos auxiliares na decoração, como cortinas e tapetes, devem ser em tecidos grossos e de preferência felpudos. Opte pelas fibras naturais, como a lã e o sisal. Cobrindo o máximo de aberturas e pisos com tecidos o lar ficará mais aquecido.

Para as paredes, é bom encostar os móveis às divisões externas, aumentando sua espessura e, assim, ajudando a preservar o calor no ambiente. Outra maneira é a utilização dos isolantes térmicos, em espuma química, lã de vidro, rocha ou peças cerâmicas. Eles não são tão ecológicos, mas garantem esta barreira contra as trocas de temperatura entre o meio externo e o interno. A vantagem é a diminuição do uso de aparelhos de ar-condicionado ou de aquecedores, o que significa menos consumo de energia elétrica e menos poluentes para a natureza.

Na maioria das casas da Europa e da América do Norte vê-se a utilização de aquecedores elétricos ou à gás e de lareiras convectoras, que possuem dutos de ar que levam calor por toda a casa. A vantagem da lareira convectora é que nela pode-se administrar a intensidade do fogo, levando à queima de menos lenha. Os três sistemas não são baratos, precisam de manutenção constante e não são ecológicos.

Na África do Sul, criou-se um equipamento que está dando o que falar, é o Econo-Heat. Funciona com um painel em fibra de cimento com polpa de madeira que se adequa à decoração, pois tem design discreto e pode receber pintura com tinta PVA. Ele aquece bem e ajuda a manter a temperatura dos ambientes. É um sistema considerado ecológico, já que não utiliza óleos, gasta menos energias que os aquecedores convencionais e não precisa de manutenção.

Para diminuir ainda mais o consumo de energia elétrica, pode-se utilizar placas para captação de energia solar. Alguns sistemas mais novos garantem geração para cem por cento do consumo de uma casa, mesmo em tempos ruins. Com a energia gerada por este conjunto pode-se suprir as atividades normais e ainda aquecer a água do chuveiro, que é um dos equipamentos de maior gasto energético. Porém, apesar do sistema ser ecológico e altamente indicado para compra, não é muito eficiente nas baixas temperaturas.

No sul do país é ainda comum a utilização de lareiras e fogões para aquecer as residências. Porém o consumo de lenha é grande e não combina com quem “pensa verde”. Para aqueles que já possuem a lareira tradicional, existe a lenha ecológica, fabricada com serragem de madeira, de resíduos de serralherias, compactada sem produtos químicos. Mas, para aqueles que querem inovação, algumas empresas criaram as chamadas lareiras ecológicas. Elas são peças portáteis, boas para utilização também em áreas abertas, que utilizam etanol (álcool de cozinha) ou biofluidos especiais. Estes combustíveis não possuem metanol ou petróleo e emitem menos gás carbônico, que é prejudicial à camada de ozônio.

De qualquer modo, para manter as edificações aquecidas sempre haverá um custo. A tecnologia evolui a cada dia, fornecendo mais e mais soluções para o lar. Os recursos naturais são finitos e o ser humano deve buscar, mesmo dentro de casa, alternativas saudáveis menos dispendiosas para o bolso e danosas para a natureza. Precisa-se garantir a sobrevivência da humanidade, mas também a vida do planeta. Respeito e consciência ambiental é apenas o princípio, mas é o primordial.

 

Fonte: www.pensamentoverde.com.br


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