GOVERNO DO PARANÁ QUER AMPLIAR PRÁTICA DA AGROECOLOGIA NA GRANDE CURITIBA

15 de Setembro de 2015

GOVERNO DO PARANÁ QUER AMPLIAR PRÁTICA DA AGROECOLOGIA NA GRANDE CURITIBA

A Região Metropolitana de Curitiba produz 1 milhão de toneladas de olerícolas, o que corresponde a 37% da produção estadual, que totaliza 2,96 milhões de toneladas. Para organizar o avanço dessa produção, que ocorre basicamente em região de mananciais, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento quer ampliar a prática da Agroecologia, para tornar a prática agrícola mais limpa e com menos agrotóxicos. 

A fim de atender a esta demanda, o Governo do Paraná está proporcionando a profissionais qualificados um curso de capacitação em Agroecologia, começou nesta segunda-feira (14) e prossegue até quarta-feira. O curso é resultado de uma parceria entre a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Instituto Emater, Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (onde acontece a capacitação), Sanepar e Ministério do Desenvolvimento Agrário. 

MENOS IMPACTO - O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, participou da abertura do curso, que conta com 33 técnicos da Arcafar-Sul, Fundação Terra, Incra, Emater e Sanepar. Ele defendeu a ampliação da prática agroecológica na RMC, como forma de reduzir o impacto do uso intensivo de insumos ao meio ambiente, principalmente nas áreas com predomínio de mananciais. 

“Temos volume e escala de produção, mas temos consciência que para melhorar a vida e o meio ambinte precisamos fazer mais”, disse Ortigara. O secretário ressaltou a importância da capacitação de técnicos qualificados, principalmente porque a produção de hortaliças e olerícolas na RMC está ao lado de bacias hidrográficas importantes, como a do Iraí, Piraquara e Miringuava. “É preciso ter capacidade mobilizadora para criar ações que valorizem a agroecologia na agricultura e na pecuária”, afirmou. 


NIVELAR CONHECIMENTO E MELHORAR PRÁTICAS 

O curso visa repassar conhecimentos em agroecologia, desde princípios básicos e passos para a transição, até uso sustentável dos recursos naturais na propriedade e certificação. 

O diretor presidente do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia, João Carlos Zandoná, lembra que 70% da produção de olerícolas na RMC está sobre áreas de mananciais. “O desafio é preparar os técnicos para atender essa demanda para melhorar a qualidade da produção agropecuária, garantir receita ao produtor rural e atender à necessidade de reduzir os impactos sobre o meio ambiente”, disse ele. 

O curso, segundo Zandoná, marca o início das festividades em comemoração aos 10 anos de existência do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia, que acontece no final deste ano. “Esperamos sair desse curso mais motivados com maior conhecimento de conceitos e práticas para a uma agricultura mais sustentável”, afirmou. 

PARCEIROS - O diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Luciano Machado, enfatizou a parceria da empresa com o projeto da Secretaria da Agricultura e do Ambiente. Ele falou da importância de se aprofundar o estudo técnico cientifico para entender melhor a complexidade do tema. “A sustentabilidade se faz com respeito ao meio ambiente e com ações preventivas para atingir o equilibrio entre as necessidades do meio ambiente e da produção de alimentos”, afirmou. 

O Instituto Emater também se uniu à essa estratégia com a alocação de técnicos. Segundo o presidente, Rubens Niederheitmann, a Emater já atua em projetos de sustentabilidade e está apta a atuar em novas chamadas públicas no Estado. 

Niederheitemann explica que a agroecologia exige treinamento, porque seu exercício é muito mais complexo quando comparado à agricultura convencional, que tem pacotes tecnológicos a seguir. Ele defendeu o equilíbrio entre as práticas para que seja preservado o bolso do agricultor. “Ninguém vai atuar na agroecologia se não conseguir se sustentar na atividade”. 

O delegado da Ministério do Desenvolvimento Agrário no Paraná, Reni Denardi, disse que a agroecologia precisa ser aprendida e construída no diálogo com os agricultores para ajustar a metodologia necessária à implementação da prática. 



Fonte: Governo do Estado do Paraná


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