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Pesquisas da UFPR trazem novos elementos sobre população animal em Curitiba

Pesquisas da UFPR trazem novos elementos sobre população animal em Curitiba

Terca-Feira, 26 de Abril de 2016

Duas pesquisas desenvolvidas pelo programa de mestrado em Ciências Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foram apresentadas, nesta segunda-feira (25), na Assembleia Legislativa, com resultados que contrariam os parâmetros atuais sobre os chamados cães comunitários - aqueles que vivem sob tutela coletiva - e os acumuladores de animais em Curitiba.

Atendendo ao pedido da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, coordenada pelo deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), as pesquisadoras e mestres em Ciências Veterinárias Caroline Constantino e Graziela Ribeiro da Cunha expuseram aos parlamentares os resultados das suas dissertações que poderão servir de subsídio na elaboração de políticas públicas específicas sobre os temas.

Uma das principais revelações na pesquisa sobre cães comunitários, defendida por Caroline, diz respeito aos animais que vivem nos terminais de ônibus e praças de Curitiba estão, em sua maioria, sadios e não oferecem risco à saúde da população, como a transmissão de doenças de animais para as pessoas (zoonoses).

“Entre fevereiro e abril de 2014 coletamos amostras de 27 cães comunitários, em 10 terminais e dois parques públicos, e submetemos a diversos exames, como hemogramas. Os resultados nos mostram que os cães apresentam baixa prevalência de doenças transmitidas por vetores e de zoonoses por protozoários”, explicou Caroline.

Segundo Rasca Rodrigues, o resultado é importante para desmistificar a ideia de que todo animal de rua é transmissor de doenças. “A pesquisa nos dá um respaldo científico, e da realidade local, para continuar defendendo este projeto dos cães comunitários. Sobretudo, nos dá respaldo para tirar a pecha de que os animais que estão em áreas públicas, sem um tutor específico, são proliferadores de doenças aos humanos”, afirmou.

Já a pesquisa sobre acumuladores de animais e objetos, elaborada por Graziela e pioneira no Brasil sobre o assunto, mostra que Curitiba tem casos frequentes de acumuladores, sobretudo na região norte que contém as áreas mais valorizadas, apesar dos acumuladores terem renda mínima.

Para chegar neste resultado Graziela levantou todas as denúncias relativas a acumuladores, no período de setembro de 2013 a abril de 2015, feitas à Prefeitura de Curitiba. Das 226 denúncias, 113 casos de acumuladores de animais e objetos foram confirmados. Destes, 65 eram acumuladores de animais (57,5%). O número de animais em condição de acumulação em Curitiba chega a 1.114, sendo 724 cães e 390 gatos.

“A pessoa que acumula não tem noção dos impactos negativos que isto traz para os animais, à saúde pública e para ela mesma, pois acarreta num isolamento social”, afirmou Graziela.

A mesma pesquisa traça um perfil dos acumuladores de Curitiba: mulheres (62,3%), idosos (57,9%), com renda até um salário mínimo (50,7%), escolaridade até o ensino fundamental (63,7%), com problemas de saúde (76,8%) e que vivem sozinhas ou com outras pessoas (69,5%)

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