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"Expedição Iguaçu" é lançada oficialmente na Assembleia Legislativa

"Expedição Iguaçu" é lançada oficialmente na Assembleia Legislativa

Terca-Feira, 09 de Outubro de 2018

O Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) foi palco na manhã desta terça-feira (9) do lançamento da Expedição Iguaçu – “Qualidade da água que temos e rio que queremos”. A proposta do encontro foi do deputado Rasca Rodrigues (Podemos), presidente da Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais, em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, e envolveu especialistas em gestão ambiental e ambientalistas para debater os desafios do projeto que vai percorrer de barco 1.100 quilômetro do maior rio paranaense.

O objetivo da empreitada é realizar um amplo levantamento da qualidade da água ao longo do percurso, do marco zero, na nascente em Curitiba, até à foz dele no Rio Paraná, logo após as quedas de Foz do Iguaçu, na fronteira com Paraguai e Argentina. O compromisso é reforçar a necessidade de se estabelecer metas para a melhoria da qualidade da água, mananciais e bacias do grande rio, além de identificar e coibir agressões que ele sofre em seu leito.

De acordo com Rasca Rodrigues, que também coordena a Frente Ambientalista da Alep, a expedição será uma radiografia da qualidade das águas do Rio Iguaçu para que seja possível estabelecer diretrizes nas políticas publicas de preservação. “É uma oportunidade muito importante para o Estado ter o SOS Mata Atlântica analisando cada trecho do nosso rio. É um trabalho que deve levar cerca de dois meses e vai demandar coleta de água, análises de laboratório e envolve técnicos em microbiologia e várias especialidades”, explicou, salientando que o Iguaçu é declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, no trecho das Cataratas.

Para Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Água da SOS Mata Atlântica, a expectativa é de que sejam encontradas muitas agressões ao Iguaçu, desde o trecho da formação do rio, na Região Metropolitana de Curitiba, além de barragens, reflexos do uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes, efeitos de mudanças de clima e pouca vegetação nativa e cobertura florestal ao longo de suas margens. “Esta expedição, além de monitorar a qualidade da água, de ouvir e conhecer a percepção das comunidades ribeirinhas e fazer análises físicas, químicas e biológicas, vai relacionar a condição do rio com a existência de aéreas protegidas para se demonstrar qual a capacidade dele de depurar os dejetos que vem recebendo”, afirmou.

Os dados produzidos na expedição serão levados à Conferência do Clima da ONU (COP 24), em dezembro. A grande preocupação é o enquadramento do Rio Iguaçu na Classe 4, que significa a permissão de uso das aguas do rio para diluir efluentes e poluentes, sem limites de contaminantes, condição que agrava a insegurança hídrica e potencializa os impactos do clima. “Hoje o Iguaçu apresenta uma condição regular em suas três sub-bacias, com diferentes características. Enfrentamos graves crises hídricas, não só por conta da mudança do clima e da má exploração da água, mas também por não cuidarmos adequadamente dos nossos rios. Esta expedição é um alerta, como muitos ouros que já foram feitos”, explicou Malu Ribeiro.

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