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Entidades do setor agrícola são ouvidas em seminário sobre o fracking

Entidades do setor agrícola são ouvidas em seminário sobre o fracking

Quarta-Feira, 18 de Novembro de 2015

No segundo dia do seminário “Fracking: consequências sociais, ambientais e econômicas na região do Aquífero Guarani”, entidades ligadas ao setor agrícola do Paraná destacaram que ainda aguardam estudos técnicos mais detalhados para se posicionar em relação ao uso do método de extração de gás por fracking no estado. O evento, promovido pelas comissões do Mercosul e Assuntos Internacionais, de Ecologia e Meio Ambiente, e da Agricultura da Assembleia Legislativa, presididas pelos deputados Maria Victoria (PP), Rasca Rodrigues (PV) e Pedro Lupion (DEM), respectivamente, contou com participação de representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia (CPRA) e da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar).

Para o representante da Faep, o engenheiro agrônomo Nilson Camargo, ainda são necessários dados mais robustos para que a instituição possa se posicionar contra ou a favor do fracking no Paraná. “A Faep acredita que ainda tem que estudar o tema de maneira mais profunda para tomar a decisão correta em prol dos produtores do estado. É preciso também tornar o debate sobre o fracking mais próximo da sociedade”, afirmou. “Não somos a favor e nem contra, mas observamos a discussão sobre o fracking com preocupação”, completou o representante da Ocepar, Silvio Krinski.

O vice-presidente da Comissão de Agricultura, Fernando Scanavaca (PDT), concorda que o tema precisa ser muito debatido antes de qualquer medida. “Já aconteceram leilões de áreas que poderão ser exploradas dentro do Paraná e nós não podemos estar fora dessa discussão. Por isso escutamos todos os especialistas e entidades envolvidas para tomarmos a melhor decisão em prol dos interesses do estado do Paraná”, disse.

Riscos – O deputado Rasca Rodrigues, presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente, afirmou que a prática do fracking para a extração de gás em terras paranaenses é, no mínimo, arriscada. “Em todo o mundo, onde o fracking é utilizado, não há agricultura. Aqui no Paraná, onde temos 2% do território brasileiro que produz 25% dos grãos de toda a produção nacional, a utilização desse método é no mínimo temerosa. Temos vários aquíferos embaixo desse território que poderão ser contaminados”, ressaltou o parlamentar.

Copel - Presente no segundo dia do seminário, o diretor de desenvolvimento de negócios da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Jonel Nazareno Iurk, foi mais enfático ao afirmar que a empresa não pretende explorar comercialmente o gás natural oriundo do fraturamento hidráulico. "Além da questão ambiental e social, o gás vindo do fracking é inviável economicamente, pois hoje há um excesso na oferta de gás no mundo. A Copel não tem interesse no método não convencional, nossa prioridade é o convencional", explicou.

A Copel é uma das empresas, juntamente com as internacionais Petra, Bayar e Tucumann, que integram o consórcio que arrematou quatro blocos de exploração de gás natural na 12º Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), tanto pelo método convencional quanto pelo fracking, atingindo 123 municípios paranaenses.

Fonte: Divulgação da ALEP, com informações da assessoria do mandato

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