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Desmatamento da Mata Atlântica cresce 74% em um ano no Paraná

Desmatamento da Mata Atlântica cresce 74% em um ano no Paraná

Terca-Feira, 30 de Maio de 2017

O Paraná é o terceiro estado brasileiro que mais desmatou floresta de Mata Atlântica, no período de 2015-2016, de acordo com os novos dados do Atlas da Mata Atlântica, divulgado nesta segunda-feira (29), pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foram desmatados no período 3.545 hectares no estado, 74% de aumento em relação ao estudo anterior (2014-2015), índice maior que o nacional, que apresentou aumento de 58% (29.075 hectares). 

O deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), em discurso na Assembleia Legislativa do Paraná nesta terça-feira (30), classificou os resultados como um risco à meta do estado em alcançar o desmatamento ilegal zero até 2018. “É um dado triste para o Paraná, pois em 2015 o estado assumiu o compromisso pelo desmate zero, quando se obtém índices abaixo de 100 hectares ao ano, mas o que vemos é um resultado 35 vezes maior do que se propunha”, afirmou o deputado, que coordena a Frente Parlamentar Ambientalista.

De acordo com o estudo, após dois anos do acordo (maio de 2015), apenas cinco dos 17 estados signatários estão na meta do desmatamento zero: Rio Grande do Norte (6 ha), Alagoas (11 ha), Paraíba (32 ha), Pernambuco (16 ha) e, Rio de Janeiro (66 ha). Nesta edição, deixaram a lista Goiás, com 149 ha desmatados; Ceará, com 797 ha e São Paulo, com 730 ha. 

Já o Paraná vem se afastando cada vez mais da meta, pelo segundo ano consecutivo que o índice sobe no Paraná. No período 2013-2014, o estado desmatou 921 ha, já em 2014-2015 foram 1.988 ha, aumentando 116%. Para piorar, no estudo atual, as entidades fazem um alerta: a destruição concentra-se na região das araucárias, espécie ameaçada de extinção, com apenas 3% de florestas remanescentes.

“O crescimento acima da média nacional, pelo segundo ano como o estado que mais desmatou no sul do Brasil, é consequência de vários fatores, entre eles, o afastamento da fiscalização. Infelizmente, nos últimos anos, nossa polícia ambiental ficou enquartelada, sem recursos para poder combater este crime. Esperamos que com o novo convênio, os recursos sejam liberados para novamente entrarmos na lista dos poucos estados que visam o desmatamento zero”, completou Rasca.

Confira na tabela abaixo o ranking dos estados que mais desmataram:

 

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