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Curitiba tem 452 bancos improvisados pela população nos pontos de ônibus

Curitiba tem 452 bancos improvisados pela população nos pontos de ônibus

Terca-Feira, 16 de Maio de 2017

Dos 4 mil pontos de ônibus sob responsabilidade da Prefeitura de Curitiba, 445 têm bancos construídos pela população (11%). Já os pontos administrados pela empresa Clear Channel 7 dos 2,5mil contam com assentos feitos pela população - a maioria na região central. Este é o resultado de um levantamento feito pelo deputado estadual Rasca Rodrigues (PV), divulgado nesta quarta-feira (17), que identificou 452 bancos improvisados nos 75 bairros das 10 administrações regionais de Curitiba.

O levantamento, realizado entre os dias 19 de abril e 13 de maio, pela assessoria do deputado, teve o objetivo de verificar a necessidade de assentos nos abrigos de ônibus. “O resultado do levantamento corrobora com o que já percebíamos de forma empírica: os curitibanos sentem a falta de banco nos pontos de ônibus. 11% de todos os bancos da prefeitura é um número muito expressivo”, destacou Rasca, que desenvolve a campanha por assentos nos mobiliários desde 2013.

Na manhã desta terça-feira (16), no Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Rasca entregou ao prefeito Rafael Greca uma cópia do levantamento com fotos e o endereço de cada um dos 452 bancos adaptados. Greca, juntamente com o presidente do IPPUC, Reginaldo Reinert, informaram que um estudo para definir um projeto padrão de banco será criado pelo órgão e um projeto-piloto deve ser colocado em prática ainda neste ano.

O documento entregue ao prefeito destaca ainda que em nenhum dos 452 casos houve o registro do uso dos assentos por pessoas em condição de rua. “Este tem sido um argumento constante e percebemos, percorrendo todas as rotas de ônibus de Curitiba, nenhum caso. Percebemos também um cuidado muito grande de quem coloca os bancos com a limpeza e manutenção dos assentos”, salientou Rasca.

Este é o caso do aposentado Acir Baumgartner, de 70 anos. Ele por conta própria construiu a cerca de 30 anos um banco no ponto nos fundos da sua casa no bairro Atuba. Recentemente, já no modelo atual da empresa Clear Channel, Acir novamente construiu um banco depois de reparar que idosos e mulheres com crianças de colo esperavam quase uma hora pela linha Interbairros 3.

“Vi vários casos. Teve uma vez que uma mulher com criança no colo esperou em pé quase uma hora. Daí eu tinha algumas madeiras sobrando e resolvi fazer o banco”, contou Acir, que atrás do ponto de ônibus também construiu um jardinete. “Não penso só em mim. Acho que tem gente que precisa do banco”, completou.

 

Clique aqui e confira o levantamento na íntegra!

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